Me chamam de João e também Rafael
nasci no dia 03 de fevereiro de 1986;
sou solteiro, brasileiro, paranaense de Jacarezinho,
sou tudo o que não sei e o que ninguém mais é!
Não sou o cúmulo da beleza,
Nem mesmo um mestre, uma realeza;
Mas disso tudo tenho um pouco,
Estando lúcido ou mesmo louco.
Não faço da vida ficção
Nem sigo nenhuma predição,
Estou cercado de superstições
Mutável conforme as situações.
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Sábado, Janeiro 07, 2006

Boca do céu...ou do inferno...



Fonte de prazeres da carne
máquina de fabricar verbos
de destilar o meu veneno e meu encanto
de beijar o seu desgosto
de morder a sua jugular.

Boca meiga e ácida
que rompe o silêncio
que late pro seu medo
que lambe sua coragem.

Boca que chupa o seu sangue
que num beijo lhe ofega
e na sua adega
brinda a minha poesia!

Bjos e abraços a todos


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Quarta-feira, Dezembro 14, 2005

Luxúria


Foi no dia do meu eu luxurioso
as malícias adeptas em fetiches,
a dois, a três, de quatro
no quarto, no mato e no metrô.

Deito em cama e kama sutra não só deito
meu respeito é estar ereto e eruptivo,
se restritivo é a entrada do seu reto
como quieto em peripécias sua vulva.

São tantos os lábios que me atraem em desejos
e também o seu clitóris que me espera ancioso,
e o meu gozo que denuncia o toque rítmico
da sua boca preenchida com meu porte cilíndrico!

É, realmente ponográfico e luxurioso!

Carpe Diem


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Quarta-feira, Dezembro 07, 2005



Quanta hipocrisia, mas não hipocrisia generalizada!

Alguns títulos são defendidos, alguns homens se escondem atrás deles, outros usam das sua características para fazer a sua merda.

Tantas contradições, o que deveria ser passa a ser aquilo que nunca deveria ser, confuso não? Padres pedófilos que se alimentam de uma instituição quando deveriam honrar o título e seus princípios.
Freiras de caridade que retráem pobres e oprimidos, colocam mais à margem aqueles que já dormem nela.

Hoje cito esses títulos, dentre tantos outros que mascaram e poluem a raça humana.

Lembrem-se, isso não é generalizado!

CARPE DIEM...com a verdade de si mesmo!

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Quarta-feira, Novembro 16, 2005



Tem dias que acordamos pra brotar sorrisos, as coisas parecem legais, enfim, tem dias assim.

Tem dias que é a tristeza que nos move, nem sempre motivada por algum fato, simplesmente por ela ser um sentimento existente e por sermos vulneráveis.

Tem outros que somos movidos pelo mau humor, por um motivo qualquer, dia que dá vontade quebrar coisas, xingar pessoas, de falar todos os palavrões e inventar outros mais.

E tem dias como esse meu, indiferentes, em que nem os olhos e nem a boca tem uma expressão diferencial. Dia em que os poetas se tornam os boêmios das mesas de bilhar, companheiros de um copo de cerveja e um cigarro...

Tem dias que não tem sol e nem chuva...

Carpe Diem!


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Segunda-feira, Novembro 07, 2005

SE FOR ASSIM, QUE SEJA ASSIM!



Chega de encarar a vida com o triste olhar de um pobre cego.

Chega dessa mania de depressão porque você não conseguiu comer a garota que queria fingindo que a amava.

Chega dessa história de sumir do mundo porque está devendo pra todo mundo, já que é pra todo mundo, vai fugir pra onde?

Pára de pensar que a vida é ingrata, o que você fez de tão bom assim pra ela?

Chega de choramingar pelos cantos por causa daquele ou daquela que você jurava ser o certo ou a certa e que depois diz que realmente não era pra você!

Deixe de besteiras, deixe de lado os blás blás blás, os se se se, os snif snif snif!

E se a vida lhe virar as costas...passe a mão na bunda dela!!!

Carpe Diem!

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Segunda-feira, Outubro 31, 2005

Humanamente livre

Egoisticamente tenho anseios humanos
(nada mais comum pelo fato de ser um)
desenganos, taras, pecados e paixões,
conspirações de mim ansiando teu seio.
Estaciono pelas portas dos templos
(sob o sol, sob a lua e as estrelas)
afim de ver-te num desses e contemplar,
e gritando ao meu peito o teu nome
que de tudo é um pouco que sei.
Tu me vês de perfil ou de costas
e sequer denuncia ruído algum,
sou só mais um de barba mal feita
que teus olhos não cruzaram aos meus,
por falta de desejo, talvez precaução.
Procuro em mim um guerreiro divino
de espada de luz e sangue pecador,
o meu furor são estas palavras de amante
diante do trono do meu Senhor.
Atacar-te-ei como um reles homem poeta
e como te defenderás não sei,
diga-me que o teu Rei nos faz servos
que eu te direi que sou liberto de correntes,
pois sou Seu servo na liberdade de amar.

Eis aí mais um poema afim de atualizar e também tentar passar alguma mensagem a partir de palavras que têm explodido dentro de mim....

CARPE DIEM

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Quinta-feira, Outubro 27, 2005

A diferença entre os homens

mãos estendidas comemoram
e mãos estendidas pedem auxílio
pés descalços descansam
cobertos na areia da praia
e pés descalços calejam e queimam
nos pedregulhos e no asfalto rotineiro

um ajuda com o que sobra
o outro ajuda com o que falta
um diz que venceu na vida
o outro sempre a vê como uma luta
um convoca homens pra lutar por ele
o outro luta como o homem que é

um nobre usa o perdão como fraqueza
o nobre usa o perdão como uma virtude
um nobre usa o abraço para apunhalar
o nobre usa o abraço num sinal de amor
um nobre defende o caráter com o que tem
o nobre defende o caráter com o que é

um serve às leis porque convém a si
o outro as quebra
porque não convém a muitos...
A diferença entre os homens

mãos estendidas comemoram
e mãos estendidas pedem auxílio
pés descalços descansam
cobertos na areia da praia
e pés descalços calejam e queimam
nos pedregulhos e no asfalto rotineiro

um ajuda com o que sobra
o outro ajuda com o que falta
um diz que venceu na vida
o outro sempre a vê como uma luta
um convoca homens pra lutar por ele
o outro luta como o homem que é

um nobre usa o perdão como fraqueza
o nobre usa o perdão como uma virtude
um nobre usa o abraço para apunhalar
o nobre usa o abraço num sinal de amor
um nobre defende o caráter com o que tem
o nobre defende o caráter com o que é

um serve às leis porque convém a si
o outro as quebra
porque não convém a muitos...

Carpe Diem a todos

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Segunda-feira, Outubro 24, 2005

Castidade Tarada

Gosto das santas
e são as putas que me divertem,
amo as fiéis e sinceras
mas são as falsas que me convencem.

Beijo na boca romanticamente
mas há os lábios que pedem meu beijo
juntando saliva eroticamente.

Na praça as mãos entrelaçam acanhadas
e assanhadas no quarto se soltam,
escorregam, sobem, descem e adentram.

Restrições são contrações, futuras explosões.
Um golpe no tesão que é pecado,
é insuar-se para um cão castrado (tarado)
e acabar se deitando
com um jumento revoltado!

Isso aí também é poesia, até que me provem o contrário! Não falo nela de mim, nem de um, nem de todos, falo...falando!

Se qualquer coisa que um poeta olha pode ser poesia, as putas, os tarados, safados e sem vergonhas também podem ser!

Carpe Diem!

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Quarta-feira, Outubro 19, 2005

A valorização é o peso da cruz

Mandava-lhe flores quase toda tarde, nem sempre era uma ramalhete completo, uma rosa solta, roubada de um jardim alheio, vez ou outra. O gesto era singelo, porém muito belo do sujeito, todas gostariam de ser tratadas como aquela que ele cortejava, menos a própria. Às vezes parece que o amor tem prazer em ver um pobre coitado se desdobrando por uma aí, sendo cavalheiro, romântico, muitas vezes poeta nos bilhetinhos enfiados dentre as flores. E esse mesmo amor é alimento de bater com a cara na porta, é uma esperança desatada que todo e qualquer não com um pouco de educação parece um ¿talvez¿, um ¿não dessa vez, mas quem sabe no dia de amanhã¿, e o rapaz cai e se levanta e alimenta o ego da infeliz.
Infeliz sim! Pelo menos teria que ser por não saber ver que é realmente amada, não pelos otários que usam do seu corpo bem distribuído em curvas e do seu rostinho belo para divulgar entre seus amigos mais otários ainda que a estão comendo ¿ mesmo que não estejam, mas a propaganda é a alma do ¿negócio¿ ¿ e sim pelo balconista, office boy, estudante pobre e trabalhador, que tenta recuperar o valor daquela que faz perder o mesmo.
É engraçado como as mulheres querem ser valorizadas querendo escolher aqueles que as valorizem, que valor um cachorro dá a uma cadela? Ser conquistada por aquele que convém não é conquista, é aproveitar promoção de produto de marca, é preferir ser fotografada de pernas abertas como puta num conversível a ser amada num fusca. Elas acabam se esquecendo que pedras valiosas têm valor pela sua autenticidade, diferente de bijuterias que impressionam pelo brilho, depois que enferrujam, sempre são jogadas fora.
E aquele cidadão insiste, nega a si mesmo, dá seu ombro para acolher o pranto dela pelo cara que o enoja. Ele é nobre, a carência dela é um prato cheio para o seu almoço, mas ele sabe que não sobraria nada para o jantar, pois quem a estaria jantando seria aquele que ela havia vomitado, que dizia nunca mais querer ver na frente.
A mulher quando não se valoriza cai num mesmo ciclo, cachorro ¿ ombro homem ¿ cachorro, o peso da sua cruz é do tamanho da sua desvalorização. Aquele rapaz bom acaba por ser um dia valorizado por alguém que um dia o viu procurando o valor numa que não se dava valor. Uma mulher não se resume a um homem, ela deve ser completa no amor de verdade, amar como amiga, amar como amante, para que assim o seu semblante rejubile junto ao seu coração.
E hoje ele é casado com aquela de óculos da oitava série que sempre o paquerava calada, tem dois filhos, é feliz e ainda dá seus ombros ao pranto daquela que amou um dia.


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Quarta-feira, Outubro 12, 2005

É companheiros visitantes, gostaria hoje de vir postar como um poeta feliz, com poemas cheios de vida e luz, alegria e sorrisos. Mas não venho cheio de vida quando a morte vem e leva outro pedaço da minha vida.
Estou sem a mínima vontade de escrever, vim pensando em fazer alguma bela homenagem, mas não encontrei a foto da minha amada vozinha. Abri o editor e o que veio? Vontade do puro silêncio! Mas já estou contradizendo o silêncio que me veio.
Não venho como poeta não, venho como um homem, ou melhor, hoje como um menino, um menino que passará a morar sozinho, com uma saudade que acompanhará sempre, e acompanhado de aprendizados, das lembranças dessa que ontem se foi...
Hoje não deixei algo de interessante para que vocês lessem....

Beijos e abraços

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Segunda-feira, Outubro 10, 2005

Quando se tem muito a dizer, é quando menos tenho a declarar. Ambíguo, confuso, estranho, louco.
Às vezes não me sinto à vontade para escrever sobre meus sentimentos, ainda que as besteiras que eu escreva toque no coração de alguém.
O amor é sempre uma surpresa, uma surpresa que pode sempre doer, e que nem sempre faz bem, que estranho chamar isso de amor.
É estranho ver que pessoas preferem outras pessoas que sejam convenientes do que pessoas que realmente as amem, e pior, depois se arrependem das próprias preferências.
Esquisito mesmo é quando a gente ama, tenta conquistar e essa outra pessoa tem medo de nos amar por algo predestinado, o que sabemos do amanhã?
Hoje vim sem nada pra dizer e disse algumas coisas, em vão ou não, nem coisas belas são. Sou um poeta qualquer, um homem que acredita nas palavras, não que elas possam mudar o mundo, mas podem mudar o homem, e esse sim pode mudar o mundo. "I believe, I can fly..."

Beijos do poeta Peter Pan

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Terça-feira, Outubro 04, 2005

Soneto a um amigo

Tu és o amigo que preservo cauteloso
por entre as sombras, contigo vou corajoso,
a marcha é curta diante às nossas prosas
usando o tempo, as horas passam vagarosas.


No meu olhar tu vês a minha alma
e que agitada, os teus olhos acalma,
e se covarde, deixo aflorar minha fraqueza
tu repreendes, fielmente com franqueza.


Tu és amigo, o farol nos meus dias escuros
o meu cúmplice de segredos e amores,
o parceiro entre as quedas e esplendores.

Juntos seguimos de fronte erguida
e o caminho, não se resume em veredas
por ti, sem hesitar, até me atiro em labaredas!

Que este simples soneto, atinja os corações de todos aqueles que de certa forma fazem parte de mnha vida, os meus chamados AMIGOS!

Beijos e Abraços


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Sexta-feira, Setembro 30, 2005

Em busca do gozo perdido

Um real, irreal
É preço de banana
Leva pra cama
Ninfeta barata
Que garante tesão.

É real, imoral
É o custo de vida
Uma mulher ferida
A carne é fraca
E pega um garotão.

Corno safado
Um puteiro casado
A esposa carente
Filho adolescente
Ou é o moleque
Ou masturbação.

Ele nos quarenta
E ela nos trinta
Duas horas de mulher
Dois minutos de homem
Ele goza e nega fogo
E ela?
Nem deu tempo de acender!


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Terça-feira, Setembro 20, 2005

Auto-retrato

E olhava parado para aquele porta retrato, segundos que pareciam minutos, minutos que pareciam horas e os olhos fixados naquela moldura retangular, onde aqueles traços pareciam trazer algo. O silêncio daquela imagem parecia inquieto, perturbado, perturbador. Algumas palavras sem nexo por vezes eram sussurradas, mas em vão, pois cada sussurro em grito era respondido com um tiro calado ensurdecedor.
Estranho que aquele retrato, que sempre esteve ali, em qualquer lugar, parecia estar sendo visto pela primeira vez. Aquele rosto que passava apagado, despercebido, agora se apresentava atento, e a expressão da moldura parecia acompanhar o espanto, a agressividade, o contentamento daquele que o olhava. O relógio já havia dado voltas e voltas com seus ponteiros, e aquele olhar parecia hipnotizado em cada detalhe daquela moldura sobre a penteadeira.
Nem parecia aquele conhecedor do mundo, minucioso detalhista das cores, formas e essências alheias. E ali sentado naquela banqueta com os olhos travados que sequer piscavam, seria atenção demais naquele quadro complexo, ou o vazio saindo pelos olhos? Num dado momento pareciam se encarar, a imagem parecia mostrar o interior, enquanto exteriorizava algo pelos seus poros, pela sua voz que agora saía em gritos misturando-se a um pranto contido. Pai, mãe, irmãos, amigos, todos aqueles que conhecia feito a palma da mão, não entendiam, estranharam sim aquele silêncio de quase três horas, mas como alguém é assim tão ferido no silêncio?
Verificaram, apalparam, interrogaram, mas nada de diferente, pelo menos ao golpe da vista dos presentes, vez por outra surgia um grito:
_ Não! Por quê? Como pude?
Só gritos soltos, nada mais.
Estranho mesmo era o olhar travado no retrato.
Desistiram, deram meia volta, rumaram cada um ao seu canto da casa. Em fração de segundos, ouve-se um grito, o maior deles, um golpe certeiro, estilhaços por todo o quarto, parecia uma explosão aquele golpe com a cabeça. Ferido em toda face, alguns cacos perfuraram seu pescoço, óbito na certa!
E aqueles choravam inconformados, sujeito bom com todos, por que haveria de fazer aquilo? Daquela forma? Até hoje não entendem porque tentou mergulhar de cabeça para dentro do espelho...


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Segunda-feira, Setembro 12, 2005

Passos detrás

Nos passos detrás os meus erros pintados,
Nos passos detrás pessoas morreram
História se fez e alguns se esqueceram;
Nos passos detrás o silêncio era escuro,
Nos passos detrás se escondia a nudez
E hoje são nus em cima de um muro.

Jovens que gritam, que se drogam, se matam
Velhos se escondem em tradições moralistas
As mulheres se agarram em idéias feministas
E a velha conduta que evolui regredindo
E faz nova luta em amores separatistas.

Nos passos detrás, bem na frente e ao lado
Nos passos detrás e vem atrás dos meus passos,
Nos passos detrás, atrás e traz
Nos passos detrás, atrás, capaz!

Nos passos detrás se quebrava a Pangéia,
Nos passos detrás dinossauro e dragão
E nasce o homem e faz do mundo um cão;
Nos passos detrás trocavam necessidades,
Nos passos detrás sexo era reprodução
Comércio de gozos, roubos e mensalão.

Esse texto é uma letra de música composta por mim e harmonizada pelo meu amigo Márcio Monteiro.
Pena não ter gravada para poder lhes mostrar!rs

Beijos e Abraços a todos

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Sábado, Setembro 10, 2005

Foi-se e espero

Levaste mais um, satisfeita?
Cumpres bem teu papel não é?
Um por vez, seja como for
seja amado ou um perdido,
ainda que tu vejas o pranto
o desespero de mães
vens sem explicações
vens na certeza de todas incertezas.
Apenas te espero
não temo tuas mãos quando vierem
mas te odeio quando levas um pedaço de mim!

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Domingo, Setembro 04, 2005

Love In The Afternoon
Legião Urbana

É tão estranho, os bons morrem jovens
Assim parece ser quando me lembro de você
Que acabou indo embora cedo demais

Quando eu lhe dizia: - me apaixono todo dia
E é sempre a pessoa errada
Você sorriu e disse: - eu gosto de você também
Só que você foi embora cedo demais
Eu continuo aqui com meu trabalho e meus amigos
E me lembro de você em dias assim
Um dia de chuva, um dia de sol
E o que sinto eu não sei dizer

- Vai com os anjos, vai em paz
Era assim todo dia de tarde, a descoberta da amizade
Até a próxima vez, é tão estranho
Os bons morrem antes
Me lembro de você e de tanta gente
Que se foi cedo demais

E cedo demais eu aprendi a ter tudo que sempre quis
Só não aprendi a perder
E eu, que tive um começo feliz
Do resto eu não sei dizer

Lembro das tardes que passamos juntos
Não é sempre, mas eu sei
Que você está bem agora

Só que este ano o verão acabou
Cedo demais.

E mais uma vez a morte leva um pedaço do meu coração, os bons realmente morrem jovens, dois em minha vida ela levou!
Dessa foi numa outra fatalidade, um acidente leva meu querido e amado primo Sério Ricardo, rapaz jovem, alegre, contagiante. A morte sempre entristece aqueles que amam na partida daqueles que nos deram amor, e assim foi com esse grande amigo, obrigado por ter feito parte da minha vida, esteja em paz com Deus Sério "Berto", nossas lágrimas hão de correr, a dor há de bater, mas Ele sabe o que faz...temos os abraços um do outro!

Adeus...até a próxima!

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Quarta-feira, Agosto 31, 2005

O Asilado

Internaram mais um hoje, e é caso parecido, família pobre, de saco cheio, mas sempre com os mesmos rodeios, mesmas conversas, mesmas desculpas, é pura persuasão! E mais uma vez a freira superiora aceita, é claro, ele não tem culpa. Já passa dos setenta, a filha diz que quase não enxerga, o genro que quase não ouve e que a despesa é grande, e o netinho? Coitado! Nem sabe por que seu avô que tanto adora está se mudando.

O velho não se engana, sabe onde está entrando, faz de conta que nem houve o blá blá blá do genro, dinherista, sem vergonha e corintiano, que tenta enrolar o viúvo. O que faria falta mesmo era o neto, que já havia prometido visitá-lo todos os dias e trazer suas balas de doce de leite. Já tava cansado de ver a filha tão submissa ao canalha.

No caminho pra casa o muleque reclama, a mulher resmunga e o cara? Ah, ele vai feliz por se livrar do sogro, nem esquenta com o falatório na cabeça. E de volta ao lar tem um dia ou dois de orgasmos múltiplos enquanto a esposa nem se molha.

Agora ele começa se lembrar que era o velho tapado que levava o menino pra escola e que depois ia buscar, que era o mesmo velho louco que lavava a louça, que limpava a merda do cachorro, que trocava a lâmpada, que tratava do canário, que levava o menino, que buscava o menino,
que....que...que...

E ele foi ficando louco, tapado, cego, surdo, velho, asilado!


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Domingo, Agosto 28, 2005

Apresentando-me

Um passageiro, um errante, um boêmio das noites em dias úteis (quais serão os inúteis?). Nem devagar, nem depressa, dou meus passos na medida certa, se corro é para vencer, jamais para fugir, se caio o meu limite é o chão e as feridas servem apenas para me fazer levantar mais forte.
Não sou um livro aberto nas prateleiras da vida, sou o meu próprio caderno sem linhas, sou a poesia do presente e o futuro são as páginas em branco. Aquele que me lê é porque me conquistou, não sou bem comerciável e nem folhas jogadas aos ventos.
Eu não sou notícia para a massa, mas sou aquele canal fora do ar nos televisores sem assinatura. Apresento-me sem legendas e sou o meu próprio intérprete, no meu palco sou o palhaço sem pinturas, sem disfarces, sou personagens de mim mesmo.
Alérgico aos fúteis, chagas para os falsos, câncer para os preconceituosos.
Sou em resumo tudo aquilo que não se resume, que não se disserta, sou os versos e o poeta, sou o que ninguém mais é!

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Sábado, Agosto 20, 2005

Indiferente (s)

Nos palcos os palhaços de terno,
uma chuva e a pintura borra
e os belas são mesmo as feras,
não sabemos se tememos ou rimos
e então? Indiferentes!

E indiferentes os poetas escrevem
os jornais publicam, outros satirizam,
uns pixam, outros se rebelam
e indiferentes assistem.

Queimar na praça, crucificar na poesia,
linchar nos becos do palácio do planalto!
Roubar as cuecas, calcinhas, absorventes,
a roupa de baixo está em alta!

E a poesia indiferente, poetas não são mais
aqueles boêmios, que jogavam nas masmorras,
assim como eles, os poetas são
indiferentes! Mas não pra mim!

Rabiscado por: João Rafael
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